Novo Paradigma da Medicina para o séc. XXI

A Vida é uma “dança sagrada” de células dentro do organismo e do organismo no seu meio, onde campos biológicos mantêm a cadência dos pares.

A medicina científica, disse Alexis Carrel, ex-membro do Instituto Rockefeller de pesquisa médica, deu ao homem a saúde artificial e a protecção contra muitas doenças infecciosas.

A medicina convencional considera o corpo como uma máquina falível, da qual as peças podem avariar e/ou desgastarem-se, necessitando de reparação ou de substituição

Um médico que só sabe medicina, nem medicina sabe. [Prof. Abel Salazar]

Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, afirmou que a doença não se manifesta apenas como moléstia (pathos), mas como esforço (ponos) do corpo para restaurar o equilíbrio funcional.

Este poder de cura intrínseco chama-se “Vis Medicatrix Naturae”.

Os mecanismos de cura (homeostáticos ou auto-reguladores) funcionam de modo permanente.

A Medicina não é apenas uma ciência. Também é uma arte. Ela não consiste na preparação de pílulas ou emplastros, lida com os próprios processos de vida que precisam ser compreendidos antes de poderem ser guiados. [Paracelsus]

Em 1939 Semyon Kirlian, descobriu o “efeito Kirlian” (processo electrográfico que grava através de fotografia da aura do campo).

Em 1950 Leonel Ravitz colaborador do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Nova Yorque afirmou que o campo vital desaparece pouco antes da morte física, de modo que, quando a força organizacional cessa, a vida cessa.

A psiconeuroimunologia (PNI), ou psiconeuroendocrinoimunologia (PNEI) é uma ciência em desenvolvimento que integra a mente, o cérebro, as hormonas e o sistema imunológico.

Candace Pet, uma neurocientista que descobriu os receptores opiáceos, fez pesquisa pioneira sobre a comunicação dinâmica (estabelecida por substâncias químicas) entre a mente e o corpo.

O filósofo deve começar pela medicina e o médico deve terminar pela filosofia. [Aristóteles]

Hipócrates concluiu que existem três maneiras de tratar a pessoa:

1 – “Contraria Contariis Curentur” (Os contrários curam-se pelos contrários)- base da Alopatia [princípio seguido por Galeno].

2 – “Similia Similibus Curentur” (Os semelhantes curam-se pelos semelhantes)- base da Homeopatia.

3 – “Vis Medicatrix Naturae” – força natural do corpo para conseguir a harmonia.

A visão de Hipócrates levou-o a concluir que a saúde era o resultado da harmonia entre “humores e interacção da pessoa com o meio”.

Defendendo a presença de quatro tipos de humores no organismo, aprimorou a ideia de que os quatro elementos – Ar, Água, Terra, Fogo – quando são afectados pela força vital, transformam-se em ”húmus ou fluidos vitais”.

Fluidos vitais: sangue, fleuma, bílis negra, bílis amarela

Hipócrates ensinava que o ar absorvido pelos pulmões transformava-se em sangue; a água em fleuma; a terra (contida nos alimentos), em bílis negra; o calor ou fogo, em bílis amarela.

Aristóteles, a esta teoria acrescentou aos quatro elementos, a ideia do elemento líquido: “quente”, “seco”, “frio” e “húmido”.

Exemplo: Ar (húmido e quente) + Fogo (quente e seco) + Água (fria e húmida) perde secura e frialdade para a forma Terra (fria e seca) e .

Deste modo teremos:

4 elementos (Ar, Água, Terra, Fogo);

4 fluidos vitais (Sangue, Fleuma, Bílis negra, Bílis amarela);

4 temperamentos (Sanguíneo, Fleumático, ColéricoMelancólico).

O homem é o que é em virtude do corpo físico, do corpo etérico, da alma (corpo astral) e do ego (espírito). Na saúde, deve ser visto compreendido a partir destes aspectos; Na doença, deve ser observado na perturbação do equilíbrio; E para curá-lo temos de procurar remédios que restaurem esse equilíbrio” – fundamentals of therapy. [Rudolph Steiner]

medicina integrativa surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e começou a ser organizada com mais rigor na década de 1980.

A designação integrativa (“integrative” ou “integrative medicine”) foi dada pelos médicos e professores Ress Andrew Weil, um inglês e o outro americano, para designar as chamadas práticas “complementares”.

Para um dos pais da medicina integrativa, o americano Andrew Weil, a medicina alopática/convencional seria ideal para contornar crises e situações de emergência e os métodos complementares (medicina integrativa) para a prevenção e manutenção da saúde.

O melhor médico é aquele que é capaz de diferenciar o possível do impossível. [Herophilus de Alexandria]

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos da América, adoptou esta denominação, popularizando-a sob a sigla CAM (Complementary and Alternative Medicine).

Saúde pública é um direito social fundamental e constitucionalmente estabelecido, daí a necessidade lógica de alterar os conceitos e prioridades para a sociedade assumir as suas responsabilidades na manutenção da saúde e na prevenção da doença.

Tratar a Saúde fundamentalmente, deveria ser prevenir a doença.

Contudo o sistema organizacional (social, educacional e de cuidados de saúde) está mais dirigido para o tratamento da doença do que para a sua prevenção.

Assim sendo, é urgente mudar o paradigma e os seus conceitos de base.

OMS – Organização Mundial de Saúde define Saúde como sendo “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”, neste contexto a medicina integrativa, contribui para o restabelecimento da saúde integral das pessoas.

Em 2002 a OMS – Organização Mundial de Saúde teve em conta e apoiou a categoria de medicina integrativa.

Uma pesquisa efectuada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 2002 revelou que 74% da população portuguesa recorria (directa e/ou indirectamente) á medicina não convencional.

No Brasil, entre 45% e 80% dos pacientes diagnosticados com Câncer utilizam alguns tipos de terapias da medicina integrativa (medicina não convencional), concomitantemente com o tratamento alopático/convencional.

Nos Estados Unidos, 13% das crianças e 55% dos adultos saudáveis, são utilizadores da medicina integrativa.

A tarefa principal e única do médico consiste em devolver a saúde ao doente” - primeiro aforismo, organon da medicina. [Samuel Hahnemann]

O médico trata, a natureza cura. [Quintiliano]

Se as janelas da percepção fossem desembaciadas, tudo parceria como de facto é, infinito. [William Blake (1757-1827]

É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. [Albert Einstein]

Médico, Cura-te a ti próprio. [Lucas, 4;23]